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Coriza e Coriza infecciosa

8 de dezembro de 2010

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“Coriza” é um sintoma caracterizado por um corrimento nasal e ocular descrito histologicamente como descarga serosa nasal, causando tosse, espirros e edema de face. Este sintoma pode estar associado a varias patologias do trato respiratório sendo de causa viral e ou bacteriana.

Autor: Editor ProvetS

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Introdução
Inicialmente é importante diferenciar “coriza” de “coriza infecciosa”, para que possamos compreender esse problema que ocorre em criações de todos os tipos de aves e pássaros.

“Coriza” é um sintoma caracterizado por um corrimento nasal e ocular descrito histologicamente como descarga serosa nasal, causando tosse, espirros e edema de face. Este sintoma pode estar associado a varias patologias do trato respiratório sendo de causa viral e ou bacteriana.

“Coriza infecciosa” é uma doença respiratória aguda, subaguda ou crônica, que ocorre com extrema freqüência na avicultura mundial. Causada pela bactéria haemophilus paragallinarum, altamente contagiosa, que afeta principalmente o trato respiratório superior de galinhas, mas pode ocorrer, ainda que raramente, em faisões, codornas e capotes. esta acomete criações de múltiplas idades e geralmente é acompanhada dos seguintes sintomas:

- corrimento nasal e ocular, sendo essa descarga nasal serosa, que logo se torna purulenta
- espirros e anorexia (perda do apetite)
- tosse e dificuldade na respiração
- congestão das vias respiratórias
- edema na face e barbelas
- perda de peso

Transmissão
Sendo infecção (causado por bactéria, vírus ou fungo), e independente do agente causador a transmissão ocorre pelo contato direto entre as aves, inalação de aerossóis contaminados ou pela ingestão de água, alimentos ou fezes contaminadas. O patógeno pode ser transmitido de um local para o outro através de roupas, equipamentos e fômites, e também por outros animais errantes, principalmente na época de estações chuvosas, chamando a atenção para o fato de a densidade populacional estar diretamente ligada a sua disseminação.

Sinais clínicos
Descritos nos tópicos acima (coriza e coriza infecciosa), e lembrando da diferenciação da doença e sintomas, é possível por diagnostico clinico e laboratorial determinar a causa. é uma doença com curto período de incubação, com o aparecimento dos sintomas em 24 a 72 horas após o contato com aves infectadas. a gravidade do quadro irá depender da virulência do agente, geralmente acometendo um grande número de aves em uma mesma criação, com uma rápida difusão. Entretanto, a mortalidade é baixa, a não ser que haja comprometimento de outros agentes virais ou bacterianos que aumente sua severidade, a duração e a mortalidade. em situações normais, a ocorrência da doença é de 2 a 3 semanas

Diagnóstico
O diagnóstico clínico é especulativo e baseado no histórico da doença no criatório e na região juntamente com a sintomatologia, pois outras doenças podem apresentar quadro semelhante, ou seja, constata-se clinicamente a coriza, mas, não se tem certeza na maioria vezes do que esta provocando.

O diagnóstico laboratorial baseia-se no procedimento de necropsia (realizado por patologista), o crescimento / isolamento do agente em meios de cultura (cultura com antibiograma) e exame histopatológico, com o objetivo de diagnosticar a doença e a partir daí se tomar medidas profiláticas e tratamento mais efetivo.

O diagnóstico diferencial deve ser feito cuidadosamente considerando doenças que induzem sinais respiratórios como coriza, doença crônica respiratória, aspergilose, pulorose, bronquite, laringotraqueíte e outras que induzem sinais nervosos como a neuro-linfomatose, encefalomielite, avitaminose b2 e e, intoxicação por pesticidas, nitrofurazona, plantas tóxicas ou metais pesados

Tratamento
As aves respondem bem ao tratamento com antimicrobianos. Após um período de 5 a 7 dias, adicionados à água de bebida, o tratamento se faz principalmente com sulfonamidas, tetraciclinas (doxiciclina e oxitetraciclina) e quinolonas (norfloxacina). Resultados satisfatórios são obtidos com a aplicação individual de estreptomicina, tetraciclina ou enrofloxacina por injeção intramuscular. a grande dificuldade no tratamento da coriza é a característica de recorrência da mesma, que pode ocorrer quando da descontinuação do tratamento e a persistência de aves portadoras no ambiente. A associação do tratamento por via oral e individual, sendo bem executado e acompanhado, resulta em uma resposta mais rápida e a não recorrência do quadro o tratamento com antibióticos é uma boa ferramenta no controle da doença clínica, mas este não elimina as aves portadoras. O tratamento com sulfonamida ou outro antibiótico é recomendado. O controle está na sanidade, biossegurança e medicação preventiva das aves. Também é importante a realização de um programa de vacinação das aves que estão na área endêmica são necessários no controle da coriza infecciosa.

Prevenção e controle
É feito, principalmente, na observação das novas aves que serão acrescentadas à criação, devendo permanecer isoladas em quarentena, antes de serem misturadas às demais, aves doentes devem ser isoladas das demais. No caso de criatórios em galpões, é necessário o esvaziamento do galpão por um período de uma semana, acompanhado de limpeza e desinfecção das instalações. Outra medida indispensável é a cloração da água de bebida e a desinfecção constante dos bebedouros com solução à base de iodo e o uso da vacinação como medida preventiva à ocorrência da coriza é importante

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